E encontraram a pedra removida do sepulcro; mas, ao entrarem, não acharam o corpo do Senhor Jesus. [Lucas 24.2-3]
Não é possível fazer duas listas de nomes: a lista dos que esperavam a ressurreição do Senhor e a lista dos que não contavam com ela. A verdade é que a primeira lista não existe e a segunda é enorme. A ressurreição foi uma surpresa geral, apesar de sua lógica e dos frequentes anúncios feitos por Jesus Cristo, principalmente quando os dois eventos — a morte e a ressurreição — estavam bem próximos.
Tomé não era o único que descria da ressurreição. Ninguém acreditava na promessa de Jesus de que ao terceiro dia ele estaria vivo outra vez.
Se tivessem levado a sério o anúncio da ressurreição, crentes e descrentes lotariam o jardim para assistir à cena mais dramática da história. O primeiro deles seria o próprio José de Arimateia, proprietário do túmulo e do espaço ajardinado onde ele estava. Se o acontecimento se desse hoje, lá estariam equipes inteiras de rádio e televisão, além dos profissionais da mídia impressa, para zombar da ressurreição não-acontecida ou para se surpreenderem com ela.
— Talvez eu estivesse no jardim de José de Arimateia como zombador e não como crente.
Retirado de Refeições Diárias com Jesus. Editora Ultimato.





