A crucificação

IBFTO 14 de abril de 2014 0
A crucificação

Levaram Jesus ao lugar chamado Gólgota… E o crucificaram. [Marcos 15.22, 24]

Em um de seus discursos, Cícero descreveu a crucificação como “a punição mais cruel e repugnante”. Mais adiante ele acrescentou que a simples palavra cruz deveria ser retirada não somente da vida de um cidadão romano, mas também de seus pensamentos, olhos e ouvidos. Não é nem surpreendente nem acidental, portanto, que os evangelistas sejam muito contidos naquilo que escrevem. Tudo o que dizem é que “ali eles o crucificaram”, sem dar quaisquer detalhes descritivos.

No entanto, sabemos por outras fontes que o prisioneiro era deitado sobre o madeiro, que suas mãos, pulsos ou braços eram pregados no patibulum, e que a cruz era então içada a uma posição vertical e solta em um buraco cavado para esse fim.

Pilatos ordenou que um “título” em aramaico, latim e grego fosse colocado acima da cabeça de Jesus com a inscrição “Jesus de Nazaré, o Rei dos Judeus”. Os líderes judaicos tentaram persuadir Pilatos a mudar o texto de modo a dar a entender que Jesus afirmava ser o Rei dos Judeus, mas ele recusou.

Aos poucos a multidão de espectadores foi diminuindo. Os soldados lançavam sorte pelas vestes de Jesus, e as mulheres assistiam a tudo chorando. Alguns sacerdotes e mestres da lei também permaneceram ali zombando dele: “Salvou outros, mas não é capaz de salvar a si mesmo! E é o rei de Israel! Desça agora da cruz, e creremos nele. Ele confiou em Deus. Que Deus o salve agora, se dele tem compaixão” (Mt 27.42-43). Parte do que estavam dizendo era literalmente verdade. Ele poderia ter exercido seu poder divino e descido da cruz, mas o que não poderia fazer era salvar a si mesmo e a eles ao mesmo tempo. A fim de salvá-los ele teve de permanecer na cruz e morrer.

Assim, em pouco tempo “a cruz” passou a ser vista não tanto como uma forma de execução, mas como um símbolo do evangelho da salvação. O apóstolo Paulo escreveu: “Que eu jamais me glorie, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo” (Gl 6.14).

Para saber mais: 1 Coríntios 1.17-25

Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.

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