A culminância da glória e a culminância da dor

IBFTO 7 de abril de 2014 0
A culminância da glória e a culminância da dor

Eu, Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, escrevo esta carta… (1Pe 1.1a)

Irmãos, quem lhes escreve sou eu, Pedro, irmão de André; nós somos aqueles ex-pescadores do mar da Galileia que deixamos as redes e os barcos quando nos encontramos providencialmente com Jesus na praia e ele nos desafiou: “Sigam-me, e eu os farei pescadores de homens” (Mt 4.19). Desde esse dia, Jesus me treinou para ser ganhador de almas e missionário. Durante três anos, estive em estreito contato com Jesus Cristo: viajei com ele, vi os seus milagres, ouvi as suas parábolas, intrometi-me às vezes em sua vida particular, tornei-me seu aluno e seu amigo. Tive o privilégio de fazer parte, junto com João e Tiago, do chamado “trio de Jesus”, e de estar presente em dois acontecimentos extremamente marcantes, mas opostos entre si: a culminância da sua divindade no monte da Transfiguração e a culminância da sua humanidade no jardim do Getsêmani. Foram cenas tremendas e inesquecíveis! Na primeira, as suas roupas estavam brancas como a luz; na segunda, elas estavam salpicadas com gotas de sangue.

A certa altura do seu ministério, o Senhor me promoveu de discípulo a apóstolo. E é apenas isso o que sou. Não sou o chefe dos apóstolos; sou apenas um ser humano como qualquer outro mortal, como deixei bem claro ao centurião romano (At 10.26). Na verdade, sou servo e apóstolo de Jesus Cristo (2Pe 1.1).

Do meu relacionamento com o Senhor, guardo na lembrança duas situações distintas: uma divertida; e a outra, constrangedora. A primeira foi quando Jesus me mandou lançar o anzol ao mar e eu peguei um peixe que tinha na boca uma moeda no valor de 4 dracmas, a quantia exata para pagarmos o imposto do Templo, tanto o meu quanto o dele (Mt 17.27). A segunda foi quando Jesus olhou para mim na casa de Caifás, assim que o galo cantou, logo depois de eu ter vergonhosamente negado que o conhecia por três vezes (Lc 22.60-61). Quem lhes escreve é aquele que negou o Senhor e foi graciosamente perdoado por ele.

– Minhas três declarações “eu te amo” anularam os três “não o conheço”!

Retirado de Refeições Diárias com os Discípulos. Editora Ultimato.

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