Seu currículo, por favor!

IBFTO 17 de março de 2014 0
Seu currículo, por favor!

Quem você pensa que é, para julgar os outros? (Tg 4.12)

A pessoa precisa se conhecer. É uma tarefa muito difícil, porque o ser humano é muito complicado. Ele é um desconhecido para si mesmo. Às vezes, outros sabem mais a respeito dele do que ele mesmo. Ninguém consegue fazer um inventário completo de tudo que tem dentro de si. Ele tem a presunção de ver um pequeno cisco no olho de seu irmão que está do outro lado da rua, mas não vê a trave que está no seu próprio olho. Qualquer circunstância, qualquer mudança de tempo, qualquer distúrbio digestivo, qualquer vento que sopra, qualquer notícia que ouve, qualquer emoção diferente da anterior – aumenta a capacidade humana de errar na avaliação tanto de si mesmo quanto dos outros. Talvez um psicólogo possa ajudá-lo.

A pergunta de Tiago precisa ser respondida por ele mesmo: “Quem você pensa que é?”. O propósito da pergunta está no contexto: “Quem você pensa que é para julgar os outros?”.

Tiago poderia oferecer sua ajuda: você não é Deus, você é não é juiz, você não é oficial de justiça, você é não psicólogo, você não é sociólogo, você não é antropólogo, você não é teólogo, você não é filósofo.

Quem você pensa que é? Você não é sério, você não é competente, você não é honesto, você não é imparcial, você não é desinteressado.

Quem você pensa que é? Você não é tutor de seu irmão, você não é guardador de seu irmão, você não é segurança de seu irmão, você não é o próximo de seu irmão, você não é amigo de seu irmão.

Quem você pensa que é? O que você deseja? O que você pretende? Qual a motivação de sua crítica? Aonde você quer chegar?

Depois dessa catilinária toda, talvez Tiago tenha conseguido calar a boca do seu querido irmão e colocá-lo em seu devido lugar.

– O crítico sem conhecimento de causa é arrogante!

Retirado de Refeições Diárias com os Discípulos. Editora Ultimato.

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