A parábola dos lavradores maus

IBFTO 16 de março de 2014 0
A parábola dos lavradores maus

Por último, enviou-lhes seu filho, dizendo: ‘A meu filho respeitarão’. Mas… eles… o mataram. [Mateus 21.37-39]

Perto do fim da semana, a hostilidade das autoridades para com Jesus cresceu e os temas relacionados à confrontação e ao juízo foram ficando cada vez mais claros. Um exemplo surpreendente disso é a chamada parábola dos lavradores maus, que na verdade é uma alegoria, não uma parábola.

O proprietário de terras que plantou uma vinha, construiu um muro, uma prensa de lagar e uma torre de vigia é, claro, o próprio Deus, cuja vinha é Israel, de acordo com Isaías 5. Ele fez tudo o que estava ao seu alcance para tornar seu povo frutífero em boas obras. Os lavradores a quem o proprietário arrendou sua vinha são os líderes religiosos de Israel. No devido tempo, quando as uvas estavam maduras, o proprietário enviou seus servos (os profetas) para fazer a colheita, mas os lavradores os capturaram, espancaram, apedrejaram e mataram. Então o dono da vinha enviou mais servos, porém eles também foram maltratados do mesmo modo. Por fim, ele lhes enviou o seu filho, dizendo consigo: “Eles respeitarão meu filho”. Os lavradores, no entanto, o mataram também.

Para concluir, Jesus fez a seus ouvintes uma pergunta direta, que os forçou a fazer um julgamento moral de si mesmos, uma vez que com sua resposta eles se condenavam. Na verdade, Mateus diz explicitamente: “Quando os chefes dos sacerdotes e os fariseus ouviram as parábolas de Jesus, compreenderam que ele falava a respeito deles” (Mt 21.45). Eis a pergunta de Jesus: “Quando vier o dono da vinha, o que fará àqueles lavradores?” (v. 40). Eles responderam: “Matará de modo horrível esses perversos e arrendará a vinha a outros lavradores, que lhe deem a sua parte no tempo da colheita” (v. 41).

Jesus disse: “Portanto eu lhes digo que o Reino de Deus será tirado de vocês e será dado a um povo [os gentios] que dê os frutos do Reino” (v. 43).

Para saber mais: Mateus 21.33-41

Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.

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