O debate sobre o divórcio

IBFTO 12 de março de 2014 0
O debate sobre o divórcio

Vocês não leram que, no princípio, o Criador “os fez homem e mulher” e disse: “Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne”? [Mateus 19.4-5 ]

Mais uma vez os fariseus vieram até Jesus para testá-lo. De acordo com Mateus, a pergunta deles foi esta: “É permitido ao homem divorciar-se de sua mulher por qualquer motivo?” (v. 3). Foi uma pergunta-teste sobre os fundamentos do divórcio e que tem profundo significado hoje. Mas essa era também uma questão antiga. No primeiro século os partidos farisaicos rivais, liderados pelo rabino Shammai e pelo rabino Hillel, respectivamente, debatiam essa mesma questão. O rabino Shammai era conservador e defendia que o divórcio era permissível somente devido a uma séria ofensa de ordem sexual. O rabino Hillel, por sua vez, era indulgente e argumentava que um homem poderia se divorciar de sua mulher por causa das ofensas mais triviais, como uma discussão ou caso ela fosse uma má cozinheira. Então os fariseus quiseram envolver Jesus nesse debate rabínico. De que lado ele estaria?

Jesus não deu aos fariseus uma resposta direta à pergunta deles sobre o divórcio; antes, falou-lhes sobre casamento. Citou Gênesis 1 e 2, chamando a atenção para dois fatos: a sexualidade humana é uma criação divina e o casamento é uma instituição divina. Ele citou dois textos (Gn 1.27; 2.24), atribuindo a Deus a autoria de ambos. O mesmo Criador que “no princípio… os fez homem e mulher” (Mt 19.4) também disse: “Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne” (v. 5). E acrescentou seu endosso pessoal: “Portanto, o que Deus uniu, ninguém separe” (v. 6). Esse ensino é incontestável. O vínculo do matrimônio é mais que um contrato humano; trata-se de um jugo divino. Embora Moisés permitisse o divórcio em caso de ofensa séria, Jesus o chamou de concessão à dureza do coração humano: “Não foi assim desde o princípio” (v. 8). Em meu próprio ministério pastoral tenho considerado a prioridade de Jesus uma regra muito útil. Sempre que alguém pede para falar comigo sobre divórcio, eu recuso — até que tenhamos conversado sobre casamento e reconciliação.

Para saber mais: Mateus 19.3-9

Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.

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